Rinoplastia - Dúvidas e Respostas
Listamos as perguntas e respostas mais frequentes sobre rinoplastia - cirurgia de nariz. Entre em contato caso não tenha esclarecido todas as suas dúvidas:
1. Como o paciente deve encarar a rinoplastia (cirurgia de nariz)?
2. Qual é a melhor cartilagem para fabricar enxertos em rinoplastia primária?
3. O que fazer se o nariz estiver torto após a retirada do curativo?
4. O paciente deve tomar Arnica e/ou Ginko Biloba antes e depois da cirurgia?
5. Porque o paciente não deve tomar sol em hipótese alguma nos primeiros 2 meses após a cirurgia?
6. Qual a função do curativo?
7. Pacientes portadores de depressão podem ser operados?
8. O inchaço do nariz demora mais tempo para desaparecer em pessoas com pele grossa?
9. Em rinoplastia secundária, porque não utilizar materiais sintéticos (silicone, Gore-Tex, etc.) como fonte de enxertos para consertar o nariz?
10. Quelóides ocorrem no nariz após uma rinoplastia?
11. Pode haver hemorragia após uma rinoplastia?
12. O que fazer se o paciente tiver obstrução respiratória devido a um aumento do tamanho dos cornetos?
13. Como explicar as manchas de sangue que aparecem na conjuntiva (parte branca dos olhos) após uma rinoplastia?
14. Pacientes com sinusite crônica devem ser operados no mesmo momento de uma rinoplastia?
15. Quais são as causas de deformidades da ponta nasal após a rinoplastia?
16. O que é fibrose?
17. A proliferação de fibrose tem tratamento?
18. Se o paciente fizer uma nova rinoplastia para correção da primeira, a fibrose pode ocorrer novamente?
19. A sensibilidade da ponta do nariz retorna após quanto tempo da cirurgia?
20. A Bioplastia funciona no nariz?
21. Pacientes com alergia respiratória respirarão melhor após a cirurgia de nariz?
22. Porque o paciente respira com dificuldade nos primeiros dias após uma rinoplastia?
23. Qual a diferença entre membro titular e membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
24. Quais exames pré-operatórios são necessários para realizar uma rinoplastia?
25. O convênio cobre os custos de uma rinoplastia?
26. Como o paciente deve encarar uma rinoplastia secundária (conserto)?
27. Como escolher o médico que realizará a rinoplastia?
28. Porque o lábio superior fica “paralisado” após a cirurgia?
29. Como o médico reduz a altura do dorso nasal?
30. Como é realizado o tratamento do nariz torto?
31. Quais os motivos de insucesso da rinoplastia?
32. Porque alguns pacientes referem piora das olheiras após a rinoplastia?
1. Como o paciente deve encarar a rinoplastia (cirurgia de nariz)?
Os pacientes devem saber que não existe nariz perfeito. Todos nós temos
defeitos que seriam facilmente apontados por um especialista nesse tipo
de cirurgia. Por isso, o paciente deve encarar a cirurgia como uma
maneira de MELHORAR o formato do seu nariz. Portanto, o resultado deve
ser analisado como um todo- se o paciente analisar cada milímetro do
nariz operado, ficará extremamente estressado após a cirurgia! A
perfeição nesta cirurgia pode até ser atingida, mas é pouco provável
pois trata-se de uma cirurgia muito difícil e cujo tecido de
cicatrização não está sob o controle do cirurgião. O grande inimigo
desta cirurgia é a fibrose que se forma após a cirurgia e que tende a
puxar as cartilagens e/ou gerar deformidades de contorno. Por isso, é
muito importante que o médico saiba utilizar as técnicas corretas para
evitar o efeito deletério desta fibrose. Mas mesmo assim há risco do
resultado ser desfavorável se o corpo responder de uma forma
inesperada! Portanto, a "culpa" nem sempre pode ser atribuída ao médico.
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2. Qual é a melhor cartilagem para fabricar enxertos em rinoplastia primária?
A cartilagem do septo é melhor do que a da orelha pelos seguintes motivos:
1. A cartilagem do septo já está dentro do nariz. Isto quer dizer que
não é preciso criar uma lesão (com cicatrizes, dor, etc.) em outro
local do corpo para buscar cartilagem. Isto torna a recuperação em
geral mais confortável.
2. A retirada de cartilagem do septo muitas vezes acaba servindo, além
de material para enxertos, para tratar um possível desvio que esteja
atrapalhando a respiração.
3. A cartilagem do septo é naturalmente reta, possui boa rigidez
estrutural e é fácil de esculpir. O princípio básico dos enxertos
(especialmente em casos de reoperações onde consertos são necessários)
é que eles sejam fortes, retos e fáceis de esculpir.
4. A cartilagem de orelha é naturalmente curva, difícil de esculpir e
possui pouca resistência estrutural. Aliás, em muitas pacientes
submetidas a reoperações, tenho verificado que a cartilagem de orelha
tende a "esfarelar" em alguns casos, gerando perda de suporte e
alterações estéticas e/ou funcionais.
Por isso, praticamente não usamos cartilagem das orelhas!
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3. O que fazer se o nariz estiver torto após a retirada do curativo?
O nariz torto após a retirada do curativo pode acontecer em 3 situações:
1. Deformação pelo inchaço.
2. O nariz já era torto e a cirurgia não retificou o mesmo.
3. O nariz era reto e ficou torto devido a algum erro durante a
cirurgia, resposta imprevisível do corpo e/ou a colocação errada do
curativo.
Portanto, você deve contactar o seu médico imediatamente, pois há uma
série de exercícios que, se realizados durante os primeiros 10-14 dias
após a cirurgia, podem ajudar a retificar o nariz. Estes são
extremamente úteis em casos onde a deformação é devido ao inchaço.
Se o quadro for causado pelos ítens 2 e 3 acima, a reoperação após pelo menos 1 ano pode ser o tratamento indicado.
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4. O paciente deve tomar Arnica e/ou Ginko Biloba antes e depois da cirurgia?
O paciente não deve tomar Aspirina, Arnica ou qualquer erva por 14 dias
antes da cirurgia. Estas substâncias são anticoagulantes e podem causar
grandes sangramentos durante a cirurgia. Após a cirurgia, a Arnica até
pode ser usada após uns 3-4 dias da cirurgia, quando o risco de
sangramento é significativamente menor. Porém, achamos que o risco de
sangramento não vale a pena, já que os antiinflamatórios e uma boa
fisioterapia funcionam tão bem quanto a Arnica, mas sem o risco. Apesar
da controvérsia, há colegas que receitam Arnica. Porém, acreditamos que
não vale a pena correr o risco!!!
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5. Porque o paciente não deve tomar sol em hipótese alguma nos primeiros 2 meses após a cirurgia?
O sol pode ser prejudicial nos primeiros 2 meses pelos seguintes motivos:
1. O calor gerado pelos raios pode acabar piorando o inchaço do nariz,
que estará mais intenso nos primeiros 2 meses após a cirurgia.
2. As manchas roxas consistem de sangue que se espalhou pelos tecidos
da pele. Estas manchas possuem hemoglobina, que é um pigmento sanguíneo
e que gradualmente é removido pelo corpo após a cirurgia, num processo
que pode demorar algumas semanas. O sol pode acabar fixando este
pigmento na pele, gerando manchas que podem ser difíceis de remover. Um
exemplo é a piora das olheiras.
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6. Qual a função do curativo?
O curativo tem como finalidade imobilizar os tecidos até que o corpo
produza tecido cicatricial (cola) para manter as estruturas esculpidas
no lugar, acelerar a reabsorção do inchaço através de compressão,
auxiliar na moldagem estética do resultado e evitar o acúmulo de sangue
entre o esqueleto do nariz e a pele. Acreditamos ser mais seguro
utilizar uma estrutura mais rígida (gesso, aquaplast, placa de
alumínio, etc) associado ao Micropore, por questões de segurança. A
eficiência do curativo, devido a todos os ítens expostos acima, é maior
desta forma.
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7. Pacientes portadores de depressão podem ser operados?
O médico deve tomar muito cuidado com pacientes portadores de depressão
e outras doenças mentais, pois estes podem ter distúrbios de auto
imagem que podem tornar o tratamento um desastre. Por exemplo, de todos
os pacientes que procuram a rinoplastia, 20% possuem dismorfismo
corpóreo (doença psiquiátrica que faz com que a pessoa nunca esteja
satisfeita com o seu corpo). Na cirurgia plástica geral, este índice é
de 5%. Portanto, pacientes com depressão só devem ser operados após a
liberação do psiquiatra e após uma rigorosa avaliação por parte do
cirurgião em relação às expectativas de resultado, etc. Realizar a
cirurgia em pacientes deprimidos sem estes cuidados pode gerar grande
insatisfação para o cirurgião e o paciente.
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8. O inchaço do nariz demora mais tempo para desaparecer em pessoas com pele grossa?
Em pacientes com pele espessa na ponta (principalmente homens!), o
tempo de reabsorção do inchaço pode ser de 1-3 anos.
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9.
Em rinoplastia secundária, porque não utilizar materiais sintéticos
(silicone, Gore-Tex, etc.) como fonte de enxertos para consertar o
nariz?
O consenso mundial sobre isso
é que material do próprio corpo deve ser usado para consertar o nariz.
Isto é realizado utilizando cartilagem do próprio corpo (septo, costela
ou orelha). A cartilagem do próprio corpo é muito mais segura do que o
uso de silicone ou outros materias sintéticos. O uso destes materiais
está associado a um risco maior de infecção e expulsão pelo corpo.
Existem alguns cirurgiões na Ásia que mostram trabalhos de sucesso
usando silicone no dorso de pacientes orientais. Nestes casos, a chave
é haver um tecido de boa espessura e qualidade para cobrir a prótese.
Porém, o risco de infecção é maior e não faz sentido correr este risco
se podemos utilizar material do próprio corpo com um maior índice de
sucesso.
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10. Quelóides ocorrem no nariz após uma rinoplastia?
A ocorrência de quelóides no nariz é extremamente rara, principalmente se a cirurgia for executada corretamente.
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11. Pode haver hemorragia após uma rinoplastia?
As chances de hemorragia durante/após uma rinoplastia são maiores
quando realizamos os seguintes procedimentos: fraturas, tratamento dos
cornetos, septoplastia. Se estes não forem realizados, o risco é bem
menor mas ainda existe.
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12. O que fazer se o paciente tiver obstrução respiratória devido a um aumento do tamanho dos cornetos?
A turbinoplastia e turbinectomia são cirurgias que tratam o aumento dos
cornetos. Os cornetos são estruturas compostas de osso e mucosa que
ficam ao lado do septo. Quando aumentados, os cornetos tendem a
encostar no septo, bloqueando a passagem do ar.
As cirurgias citadas visam corrigir este problema, maximizando o fluxo de ar pelo nariz.
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13. Como explicar as manchas de sangue que aparecem na conjuntiva (parte branca dos olhos) após uma rinoplastia?
A sufusão hemorrágica na conjuntiva ocular geralmente ocorre em
pacientes submetidos a fraturas nos ossos nasais, pois podem ocorrer
sangramentos no momento/após a fratura que acabam se espalhando para a
região dos olhos. Em geral estas manchas desaparecem e não é necessário
fazer nenhum tratamento específico (embora o paciente deva se proteger
do sol). Porém, o único inconveniente é que isso pode demorar entre 2-4
semanas.
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14. Pacientes com sinusite crônica devem ser operados no mesmo momento de uma rinoplastia?
A sinusite crônica não impede a rinoplastia. Aliás, trata-se de uma boa
oportunidade para resolvê-la! É importante consultar um bom
otorrino/cirurgião plástico para que tanto a rinoplastia quanto o
tratamento da sinusite (se indicada a cirurgia para esta última) sejam
realizadas simultaneamente.
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15. Quais são as causas de deformidades da ponta nasal após a rinoplastia?
As principais causas são:
1. Formação de uma ou mais dobras de cartilagem, causada(s) pela
contração do tecido de cicatrização que sempre se forma após a cirurgia.
2. Escultura imprecisa ou assimétrica das cartilagens da ponta.
3. Desalinhamento das cartilagens da ponta, fazendo com que uma parte
da cartilagem se insinue contra a pele e seja palpável. Isto pode
melhorar ou piorar com o tempo.
4. Proliferação local de fibrose.
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16. O que é fibrose?
A fibrose é um outro nome para o tecido de cicatrização que sempre se
forma entre as cartilagens do nariz e a pele após a cirurgia. Em
condições ideais ela se forma e não atrapalha o resultado. Porém, em
alguns casos pode haver proliferação excessiva gerando alterações de
contorno e/ou distorções das cartilagens. Existe uma predisposição
genética e pessoas com pele grossa são especialmente predispostas, mas
acreditamos que o principal motivo disto acontecer é a execução
inadequada da cirurgia. Alguns motivos: reduzir demais o esqueleto,
deixando a pele sem suporte e permitindo o acúmulo de sangue entre a
pele e as cartilagens após a cirurgia; execução incorreta do curativo;
etc.
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17. A proliferação de fibrose tem tratamento?
A fibrose pode ser atenuada utilizando injeções de triancinolona, desde
que isto seja feito durante as primeiras semanas/meses após a cirurgia
(ie. antes da fibrose se formar e se consolidar ao redor do esqueleto
do nariz). Em casos onde a fibrose já se instalou, somente a cirurgia
pode ser capaz de retirá-la.
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18. Se o paciente fizer uma nova rinoplastia para correção da primeira, a fibrose pode ocorrer novamente?
Infelizmente sim, mas existem manobras técnicas que podem ajudar a
evitar que isto aconteça. Em geral, acreditamos numa boa chance de
melhora se a cirurgia for executada corretamente.
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19. A sensibilidade da ponta do nariz retorna após quanto tempo da cirurgia?
A sensibilidade costuma voltar após alguns meses. Mas isto pode demorar 1-2 anos.
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20. A Bioplastia funciona no nariz?
A Bioplastia consiste da injeção de PMMA (Polimetilmetacrilato) no
nariz, visando corrigir alterações de contorno e mudar a forma do
nariz. Porém, não existem estudos mostrando a segurança deste produto a
longo prazo quando utilizado para preenchimentos superficiais.
Inclusive, temos visto muitas complicações em pacientes onde isto foi
realizado. Alguns exemplos são nódulos, inflamações, etc. Muitas vezes
a solução é muito difícil pois pode ser impossível retirar todo o
produto. A filosofia de uma boa cirurgia de nariz consiste da
construção de um esqueleto (feito de osso e cartilagem) esteticamente
agradável. A pele deve apenas cobrir esta nova arquitetura, que deve
ser esculpida e/ou reforçada utilizando enxertos de cartilagem sob
visão direta. A bioplastia é feita às cegas, injetando uma substância
de segurança duvidosa. Portanto, não é difícil perceber que trata-se de
um método muito menos preciso e confiável se comparado à cirurgia! A
injeção de qualquer substância não altera o esqueleto do nariz de forma
confiável, é arriscada e temos tratado muitos pacientes com
complicações deste tipo de tratamento. Recentemente, a Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica publicou uma carta recomendando a não
utilização deste método.
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21. Pacientes com alergia respiratória respirarão melhor após a cirurgia de nariz?
A
existência de alergia não contraindica a realização de uma rinoplastia,
mas o paciente deve saber que problemas respiratórios causados pela
alergia NÃO serão curados pela cirurgia. Como a alergia é um fenômeno
imunológico, o paciente deve tratar a alergia com medicamentos
receitados pelo otorrinolaringologista.
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22. Porque o paciente respira com dificuldade nos primeiros dias após uma rinoplastia?
O inchaço na parte interna do nariz diminui o calibre das vias aéreas e
consequentemente a passagem de ar. Felizmente, isto melhora bastante
após 2-4 semanas. Qualquer obstrução da via aérea após 1 mês da
cirurgia não pode ser creditada ao inchaço.
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23. Qual a diferença entre membro titular e membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
O membro "especialista" quer dizer que o cirurgião terminou a
residência em cirurgia plástica e foi aprovado na prova de título de
"especialista em cirurgia plástica" pela Sociedada Brasileira de
Cirurgia Plástica. Isto é obrigatório para todos que terminam a
residência, se quiserem ingressar na Sociedade. Após 2 anos, o
cirurgião pode apresentar um trabalho científico e tornar-se "titular".
Não existe a categoria "especialista em determinada cirurgia", como
muitos pensam. O que existe são médicos que se dedicam mais a uma
determinada cirurgia e são portanto reconhecidos pelos colegas e/ou
comunidade científica como "especialistas numa determinada cirurgia".
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24. Quais exames pré-operatórios são necessários para realizar uma rinoplastia?
Isto varia de acordo com a conduta do médico. Recomendamos a realização
de um RX de tórax, Eletrocardiograma, exames de sangue (hemograma,
coagulação, eletrólitos, função renal, etc.) e uma Tomografia
Computadorizada dos ossos nasais e seios da face se houver sintomas
respiratórios.
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25. O convênio cobre os custos de uma rinoplastia?
Nenhum convênio cobrirá os custos de uma rinoplastia puramente
estética. Caso haja problemas funcionais (que devem ser documentados
através de exames apropriados), os convênios arcam com os custos desta
parte da cirurgia. Isto geralmente corresponde a 50% dos custos do
hospital. Há ainda convênios que oferecem determinados reembolsos aos
pacientes pela parte funcional da ciurgia.
Quem deve realizar a rinoplastia: Cirurgião Plástico, Otorrinolaringologista, ou os dois juntos?
Acreditamos ser fundamental escolher um profissional que saiba realizar
tanto a parte funcional quanto a estética, pois não faz sentido operar
com alguém que não saiba uma das duas partes. Se o profissional é
cirurgião plástico ou otorrinolaringologista, isto pouco importa. O que
importa é ter a capacidade de oferecer ao paciente um nariz bonito e
que funcione!
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26. Como o paciente deve encarar uma rinoplastia secundária (conserto)?
A realização de uma segunda rinoplastia depende do grau de insatisfação
do paciente, que deve lembrar que nenhum de nós possui um nariz
perfeito e que a segunda cirurgia é sempre mais difícil do que a
primeira. Inclusive, o nariz pode ficar com uma aparência pior se a
técnica correta não for utilizada e/ou o corpo responder de uma forma
imprevisível.
Portanto, sugerimos que o paciente realize a cirurgia
somente se estiver muito incomodado com o defeito. Se for apenas um
incômodo leve, talvez seja melhor não operar!
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27. Como escolher o médico que realizará a rinoplastia?
Acreditamos que os seguintes fatores são importantes:
1. Formação: procure saber em qual universidade/hospital ela foi realizada.
2. Especialização: por tratar-se de uma cirurgia complexa, investigue se o médico é especialista em rinoplastia.
3. Sociedades: o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica? Caso seja um otorrinolaringologista, o mesmo também deve ser
bem formado.
4. Currículo: participação em Congressos, apresentação de trabalhos sobre esta cirurgia.
5. Local da Cirurgia: Onde o médico opera? Procure médicos que operam
em hospitais e/ou clínicas que ofereçam total segurança.
6. Resultados: Procure pacientes que o médico já operou e pergunte
sobre o grau de satisfação com o resultado e tratamento.
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28. Porque o lábio superior fica “paralisado” após a cirurgia?
Isto é extremamente comum e fácil de explicar. Existe um músculo
circular em volta da boca chamado "orbicular da boca". Este músculo,
que é responsável por grande parte dos movimentos orais, possui dois
prolongamentos (um de cada lado) que se inserem no septo do nariz, na
região da ponta do nariz. Estes prolongamentos musculares se chamam
"depressores do septo". Toda vez que existe um movimento intenso da
boca, como ao sorrir, os depressores são puxados pela ação do músculo
orbicular e a ponta do nariz tende a cair e o lábio superior fica
encurtado durante o movimento. Se os depressores forem tratados, o
resultado é um alongamento do lábio superior e a interrupção da
aplicação de forças depressoras sobre a ponta. Portanto, é normal o
lábio ficar meio paralisado.Inclusive, pela gravidade, há um acúmulo de
inchaço no local que também contribui para isso.
De qualquer forma, os movimentos do lábio superior voltam ao normal dentro de algumas semanas após a cirurgia!
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29. Como o médico reduz a altura do dorso nasal?
O dorso do nariz é formado pelos ossos nasais na parte superior e pelas
cartilagens triangulares e septo na parte média e inferior. Em qualquer
nariz, estas estruturas estão firmemente aderidas e são o contorno
resultante é contínuo. Você mesma(o) pode palpar o seu nariz e perceber
que de repente a parte óssea termina e o nariz fica mais maleável. Esta
parte mais maleável corresponde às cartilagens. A maioria das reduções
de dorso envolve a retirada de osso e cartilagem excessivos. Portanto,
o cirurgião retira o excesso de cartilagem do septo, das triangulares e
o excesso ósseo.
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30. Como é realizado o tratamento do nariz torto?
Na maioria dos casos, o cirurgião deve tratar o desvio de septo
(principal causador do problema) quase sempre retirando o segmento
desviado. Feito isso, é importante executar manobras cirúrgicas para
"quebrar" a memória da cartilagem. Uma das técnicas que usamos é o
enfraquecimento da cartilagem realizando pequenos cortes no lado OPOSTO
da cartilagem desviada (ex. se o septo está desviado para a direita, as
incisões são feitas do lado esquerdo do septo). Estes fazem com que a
cartilagem se curve sozinha para o outro lado, resultando num septo
reto. Finalmente, é importante fixar o septo na posição reta usando
enxertos de cartilagem e/ou pontos de fixação. Se as estruturas
vizinhas ao septo estiverem contribuindo para o desvio, elas devem ser
abordadas também. O mais freqüente é haver algum grau de desvio dos
ossos nasais, que devem ser fraturados e alinhados corretamente. Por
fim, os splints ajudam a manter o septo reto enquanto os tecidos
cicatrizam nos primeiros dias. Infelizmente, não há garantia de que o
nariz ficará reto após a cirurgia devido à temida "memória" da
cartilagem. Mas se os passos descritos acima forem seguidos, geralmente
o resultado é satisfatório.
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31. Quais os motivos de insucesso da rinoplastia?
Aqui estão alguns motivos para o insucesso desta cirurgia:
1. Pacientes com características desfavoráveis (ex. pele muito grossa, etc)
2. Inabilidade de entrar em sintonia com o médico em relação às
queixas, expectativas e quanto ao resultado efetivamente possível em
cada caso
3. Expectativas não realistas por parte do paciente
4. Inabilidade por parte do médico de diagnosticar os problemas funcionais e/ou estéticos do nariz do paciente
5. Má execução técnica da cirurgia
6. Colocação errada do curativo
7. Resposta imprevisível do paciente, especialmente em relação à produção de tecido de cicatrização (fibrose).
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32. Porque alguns pacientes referem piora das olheiras após a rinoplastia?
Creditamos isto aos seguintes fatores:
1. O inchaço no local acaba obstruindo os canais de drenagem, o que atrasa a reabsorção das manchas roxas.
2. Muitos pacientes possuem uma tendência genética a ter as olheiras
e/ou uma drenagem mais lenta, o que contribui para uma piora do quadro.
3. Alguns pacientes tomam sol após a cirurgia, o que acaba "fixando" o pigmento do sangue na pele.
Sugerimos o seguinte:
1. Muita paciência!
2. Alguns cremes com base de Vitamina K podem apresentar bons resultados.
3. Drenagem linfática com um fisioterapeuta/esteticista recomendado pelo seu médico.
4. Se as manchas permanecerem, o tratamento com laser é bastante eficaz! Mas este deve ser o último recurso.
5. Evitar o sol a todo custo por 2 meses e proteger-se com filtros solares/chapéus etc. por mais 6 meses.
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Rinoplastia Clínica do dr. Alan Landecker >
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Dr. Alan Landecker
- Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (FMUSP), CRM-SP 87043.
- Formado em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).
- Formado em Cirurgia Plástica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Serviço do Professor Ivo Pitanguy) e na Clínica Ivo Pitanguy.
- Reconhecimento do diploma médico nos EUA (ECFMG/USMLE).
- Estagiário clínico-cirúrgico e de pesquisa nas Universidades de Miami, Alabama at Birmingham, Pittsburgh, Chicago, Nova York e Texas Southwestern, EUA.
- Especializado em rinoplastia estruturada primária e secundária (Rhinoplasty Fellow) pela University of Texas Southwestern at Dallas, Texas, EUA, sob o Dr. Jack P. Gunter.
- Instrutor do Dallas Rhinoplasty Symposium, curso anual teórico-prático em rinoplastia, realizado anualmente em Dallas, Texas, EUA, 2006-2008.
- Especialista em Cirurgia Plástica e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
- Consultor científico na área de Cirurgia Plástica da revista Men´s Health Brasil.
- Editor da parte de rinoplastia no site da PSEN (Plastic Surgery Education Network), site educacional oficial da ASPS (American Society of Plastic Surgery).
- Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
- Membro da Rhinoplasty Society (Sociedade Internacional de Rinoplastia).
Consulte o
Curriculum Vitae do Dr. Alan Landecker para obter: participação em congressos, lista de aulas sobre rinoplastia estruturada primária e secundária em congressos nacionais e internacionais, lista de publicações científicas em revistas e sites nacionais e internacionais, lista de autoria de capítulos no livro “Dallas Rhinoplasty: Nasal Surgery by the Masters, 2nd Edition", Editora QMP, EUA e autoria de livros sobre a especialidade de Cirurgia Plástica.
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